Vegetarianos em Portugal já são 1,2% da população

  • Mai 9
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No espaço de 10 anos o número de vegetarianos em Portugal quadruplicou. De acordo com a consultora Nielsen, eram 120 mil em 2017.

Durante décadas as nossas mães e as nossas avós convenceram-nos que uma boa refeição deveria incluir sopa, um prato principal de carne ou de peixe e terminar com uma peça de fruta.

E que o leite e os derivados eram indissociáveis de um pequeno-almoço decente. Depois veio a geração Y e virou tudo do avesso.

Os jovens que nasceram depois da década de 80 do século passado desenvolveram hábitos de consumo assentes numa sustentabilidade mais exigente, que contesta os métodos de produção pecuária. E já não é um mero nicho de mercado.

O vegetarianismo começa a afirmar-se como uma tendência que cresce a um ritmo alucinante: no espaço de 10 anos o número de vegetarianos em Portugal quadruplicou e, de acordo com um estudo da consultora Nielsen, serão hoje 120 mil, que correspondem a 1,2% da população.

À escala mundial a revista Forbes estima que duas em cada três pessoas estão a substituir a carne por uma alimentação vegetal. Estados Unidos e a Grã-Bretanha lideram a revolução vegan, com taxas de crescimento que variam entre os 600 e os 700%.

Definitivamente a moda pegou, e até os estudos sobre alimentação animal já admitem o veganismo para cães e gatos.

Na realidade norte-americana, as pessoas partilham as suas casas com 60,2 milhões de cães e 47,1 milhões de gatos.

A partir destes números e da proliferação de alimentação ‘Premium’ para animais de estimação, uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles conclui que os animais de estimação norte-americanos consomem um número de calorias equivalente a 62 milhões de pessoas, sensivelmente um quinto da população do país.

E a produção dessas calorias acaba por consumir mais recursos, porque vêm de produtos de origem animal, com uma pegada ecológica incomparavelmente superior à dos produtos vegetais.