Categoria: Notícias

Tecnologia inovadora para criar produtos alimentares mais ricos

  • Abr 21
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  • marcelo

Com a utilização de tecnologia inovadora, aquilo que até agora ia para o lixo passará a ser reaproveitado. Esta é a base de um dos projectos que está a ser desenvolvido no Centro de Engenharia Biológica da UMinho para criar produtos alimentares mais ricos em vitaminas e minerais, a partir do reaproveitamento de excedentes alimentares. Bagaço de uva, soro de leite, resíduos de castanha, tomate e batata são alguns dos, até aqui, desperdícios que vão agora ser utilizados para criar produtos de valor acrescentado, ganhando uma nova vida enquanto alimentos saudáveis e de elevada qualidade.

Os resultados já obtidos até ao momento, despertaram o interesse da indústria pelo que várias iniciativas já estão a ser implementadas em parceria com empresas do sector alimentar.

Em comunicado, a Universidade do Minho explica que “o processo utilizado para reaproveitar os alimentos tem níveis de eficiência energética acima dos 95% e apresenta duas grandes vantagens ao nível ecológico. Por um lado, utiliza tecnologias inovadoras, amigas do ambiente, que podem ser implementadas à escala industrial e mais eficientes. Por outro lado, destaca-se pelo facto de dar uma nova vida e utilização a uma considerável quantidade de desperdícios que habitualmente resultam da indústria alimentar.” Os produtos obtidos são minimamente processados, mantendo assim a qualidade nutricional dos produtos alimentares, sem comprometer a segurança alimentar.

Até ao momento, já foi possível desenvolver vários tipos de géis de proteína recorrendo ao soro de leite, o principal subproduto da indústria do fabrico do queijo. A estes géis são acrescentadas vitaminas e minerais, o que os transforma não só em novos alimentos, mas também em produtos de valor acrescentado que contribuem para uma alimentação saudável.

Como poderá então esta inovação ser utilizada no futuro? “Uma das possíveis utilizações deste tipo de soluções será como alimento energético para desportistas de alto rendimento ou no desenvolvimento de revestimentos para protecção de produtos alimentares, como o caso dos queijos e ou charcutaria”, explicam. Pelo seu valor acrescentado, a utilização destes géis em sectores como a saúde ou a cosmética está igualmente a ser ponderada.

Além de criar alimentos saudáveis e de qualidade, há também uma significativa redução da pegada ambiental, através de um melhor aproveitamento dos recursos, contribuindo também para tornar a economia mais sustentável. Reaproveitar os bio recursos existentes no sector dos vinhos e dos frutos, através da integração de tecnologias inovadoras e amigas do ambiente, capazes de reduzir também os gastos energéticos, em comparação com o processo tradicional é o objectivo deste inovador projecto da Universidade do Minho.

 

Fonte: Green Savers 

Nielsen lança ferramenta para gerir linear em tempo real

  • Abr 21
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  • marcelo

A Nielsen lançou o “Mobile Shelf Planner”, uma ferramenta que funciona na cloud e permite a marcas e retalhistas criar, ajustar e executar planogramas [ferramenta de merchandising que representa graficamente o posicionamento do produto no linear das superfícies comerciais] em tempo real.

Com o Mobile Shelf Planner, fornecedores e retalhistas podem ajustar facilmente a sua estratégia de linear, de acordo com o que está a acontecer na loja, através do trabalho desenvolvido na sede da empresa e ajustado às realidades das diferentes lojas, através da equipa no terreno. Esta ferramenta, disponível através de um dispositivo móvel, “ajuda a descobrir e implementar a combinação certa de produtos para aumentar as vendas de uma forma eficaz”.

Fonte: Hiper Super 

“A mão-de-obra na agricultura tem vindo a ser mais especializada. Passámos de um trabalho de ‘mão suja’ para ‘bata branca’ “.

  • Abr 20
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  • marcelo

O secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal,  Membro do Executive Board do FNA, diz que “o setor agrícola era tido como um velho com uma enxada na mão e com o arado e hoje não é nada disso”. 

No dia 26 vai comemorar-se o Dia da Produção Nacional. O que se pode esperar deste dia?

É necessário chamar a atenção dos consumidores portugueses para a produção nacional e para o facto de ser importante consumir português, não só por razões económicas, mas também por razões sociais e ecológicas. Ao consumirmos produtos portugueses não estamos a consumir produtos do outro lado do mundo que, muitas vezes, têm uma pegada de carbono muito grande. As pessoas, de uma forma geral, perderam a noção do ciclo natural das culturas, principalmente no caso das frutas. Quando se consome cereja no Natal ou melão em fevereiro, esses produtos não podem vir de uma produção portuguesa. Nas grandes superfícies há atualmente todas as frutas durante todo o ano e como têm a indicação do país, as pessoas sabem muito bem o que estão a comprar.

O preço também pesa na decisão…

Sem dúvida, mas muitas vezes, as frutas que vêm da outra parte do mundo são muito mais caras e não é o preço que as impede de tomarem essa decisão. Vou-lhe dar um exemplo. Qual é a fruta que há em quase todos os restaurantes em Portugal, desde o mais caro ao mais modesto? Manga e abacaxi. Se pedir uma maçã ou uma pera, a maioria não tem. Quanto muito têm pera com vinho tinto. E porque é que isso acontece? Porque os consumidores querem. Caso contrário, os restaurantes não tinham manga na lista e não é barata. Tudo isto está relacionado com a perceção dos consumidores e aí temos um longo caminho para evoluir. Basta ir aos nossos vizinhos espanhóis, para eles tudo o que é espanhol é bom, não interessam os outros.

As grandes superfícies não influenciam nessa decisão?

Isso é uma questão de circuito comercial, se os consumidores deixarem de comprar fruta espanhola nos hipermercados, deixam de a ter lá.

Nota que os consumidores estão mais sensíveis para esta questão?

Acho que estão mais sensíveis. Até as novas gerações estão mais sensíveis, nem que seja por razões ecológicas ou de saúde, ou por outra razão qualquer. Mas a questão da educação também influencia muito. Por exemplo, se for à faixa dos 50 anos, a maioria tem whisky em casa, mas não tem vinho do Porto, que é uma bebida nacional, idolatrada pelos estrangeiros e que nós nem valorizamos. Ou seja, temos uma coisa que é nossa e preferimos o que é dos outros, quando os outros preferem o que é nosso. Não faz sentido, isso é uma questão cultural, principalmente quando há poucos anos foi considerado o melhor vinho do mundo, não podemos alegar que é falta de qualidade. Mas tenho uma explicação: antes do 25 de abril só havia aguardente, vinho do Porto e bagaço, só as pessoas que tinham possibilidade de ir ao estrangeiro é que compravam whisky. Quando se deu o 25 de abril, abriu-se esse mercado e, como é natural e normal, as pessoas passaram a querer ter o que não tinham. E se perguntar a essas pessoas de 50 anos porque é que bebem whisky e não bebem vinho do Porto nem sabem responder. Isso está muito relacionado com as raízes das pessoas, com a própria postura que o português tem face àquilo que é produzido cá. Basta pensar que tínhamos a maior onda do mundo e quem a descobriu foi um americano, enquanto os surfistas portugueses iam para o Havai.

Portugal é agora um destino da moda. Os produtores portugueses não poderão beneficiar dessa notoriedade?

Acho que podemos beneficiar um pouco, mas como disse é uma moda, não é eterna e rapidamente muda. É bom aproveitarmos enquanto estamos na moda porque há de chegar uma altura em que esta passa para outro. Claro que para já é benéfico por causa dos produtos que exportamos, como a fruta, o vinho, o azeite. Os turistas gostam de Portugal, os portugueses são simpáticos, o clima é bom, a comida é fantástica, os vinhos são baratos. Lisboa é bonita, o Porto também e o próprio país apesar de ser pequeno tem a vantagem de ser diverso. O pior que pode haver para um turista é fazer mil quilómetros e estar sempre tudo igual. Em Portugal isso não acontece, em quase cada 50 quilómetros a paisagem muda.

E as empresas do setor não podiam aproveitar mais?

Acho que estão a aproveitar. As exportações do setor agroalimentar estão a crescer mais do que o crescimento da economia. Neste primeiro trimestre cresceu 6 ou 7% e tem vindo a aumentar nos últimos anos.

Uma das novidades do setor diz respeito ao recurso da tecnologia. O que mudou?

Estamos a assistir a uma verdadeira revolução. O setor agrícola era tido como um velho com uma enxada na mão e com o arado e hoje não é nada disso. Claro que nos pequenos produtores que só produzem para eles não houve espaço para aderirem a grande tecnologia, mas nas empresas utiliza-se a tecnologia do mais sofisticado que existe. Recorrem a drones, a sensores de rega, a regras de precisão, a tablets para controlar a humidade do solo, tudo o que é de mais sofisticado. Vi no outro dia um esmagador de uva que separava os bagos da uva pelo peso e pela cor, ou seja, tinha uma cromatografia e pelo peso de bago separava todos aqueles que tivessem o mesmo grau de maturação. Vai resultar num vinho que nunca foi feito no mundo, era impossível alguém escolher bago a bago e, pelo peso e pela cor, conseguir fazer um lote perfeito. Isso só é possível através do recurso à informática e à tecnologia. Também as técnicas de extração das azeitonas e as técnicas de produção do vinho são agora muito diferentes. Há pessoas, mais uma vez com 50 e tal anos, que ainda hoje dizem que não bebem vinho branco porque faz dores de cabeça, mas isso acontecia há 30 ou 40 anos atrás, porque recorria-se a produtos químicos. Não havia tecnologia para fazer um vinho branco sem que oxidasse e, por isso, recorria-se a determinados produtos. Alguns exageravam no uso desses produtos e era isso que fazia as tais dores de cabeça. Hoje isso não existe, os vinhos são feitos com sumo de uva pasteurizada, em baixas temperaturas, num ambiente totalmente diferente. O mesmo acontece com o leite que sai da teta da vaca e entra no refrigerador em vácuo sem tocar numa partícula de ar. E também na parte da produção temos técnica e tecnologia que nos permite usar muito menos água na rega e sermos verdadeiramente cirúrgicos, usar muito menos adubo, muito menos pesticida ou só usar quando é verdadeiramente necessário porque existem meios de diagnóstico e meios de conhecimento que não existiam há 30 anos. Havia uns desenhos animados, a família Prudêncio, que apareciam na televisão, onde se dizia ao agricultor que as embalagens de pesticidas não podiam ser deitadas para o rio, tinham de ser queimadas e enterradas, que hoje é um crime ambiental. Isso demonstra bem a evolução que todo este setor teve.

Mas a tecnologia foi entrando a pouco e pouco…

As tecnologias vieram também no setor agrícola permitir um conjunto de inovações brutais. Hoje já há tratores que já são guiados sem condutor e são guiados por um tablet. A agricultura caracteriza-se por uma atividade física forte, com mãos na terra, mas atualmente isso não existe. As atividades são feitas por um trator com cabine, com ar condicionado, com computador ao lado e quem é hoje empresário tem de utilizar alta tecnologia. Passámos da enxada para o engenheiro químico que utiliza todas as ferramentas que tem ao seu dispor: internet, câmaras de vídeo, sensores, gestão de base de dados.

Passámos de um trabalho de mão suja para bata branca?

Exatamente. Hoje entra num lagar e encontra pessoas de bata branca. É por isso que é possível ter um azeite com um aroma e sabor que nunca teve na vida porque é usada uma determinada técnica para extrair as azeitonas. O mesmo acontece com o vinho. Alguma vez se pasteurizou o vinho? Nunca e agora é para não se adicionar qualquer produto químico. O vinho evoluiu tanto que tem o melhor do vinho novo e o melhor do vinho velho e é possível fazer as duas coisas. Antigamente tinha-se de guardar os vinhos para serem velhos, do ponto de vista do negócio isso não era bom porque os produtores tinham de esperar cinco, seis ou sete anos e os consumidores também não têm condições para estarem a guardar vinho debaixo da cama. As casas são pequenas e não apresentam condições de temperatura e de humidade.

Mas isso implica perda de postos de trabalho?

A mão-de-obra na agricultura tem vindo a diminuir, mas ganhou trabalhadores mais especializados e com maior formação. Por exemplo, para apanhar azeitona era necessário um rancho de mulheres com varas na mão e outras para apanhar do chão, agora não é preciso ninguém. É tudo feito com uma máquina que trabalha dia e noite. E mesmo que fosse feito da forma antiga não havia gente suficiente para o olival que existe no Alentejo.

As oliveiras são agora mais pequenas…

Adaptou-se para que tudo seja feito de forma a que as máquinas possam apanhar.

E as outras?

Continuam a exigir um custo brutal. Um quilo de azeite apanhado de forma artesanal custa cinco ou seis vezes mais do que se fosse apanhado pela máquina. E o azeite que é apanhado desta forma mais moderna não é pior. Só se apanha de forma tradicional se for para conservas porque as azeitonas não podem ser tocadas por aquela máquina. É o que acontece com as vinhas do Douro, as uvas continuam a ser apanhadas à mão, mas depois isso tem uma implicação no preço, tornando o vinho muito mais caro.

Mas há quem critique os olivais estarem quase todos nas mãos de espanhóis…

E quantos bancos portugueses estão na mão dos espanhóis? E os bons jogadores portugueses jogam aonde? Os olivais não são todos dos espanhóis. Eles começaram a investir, trouxeram a tecnologia, mas a grande maioria já vendeu. Mas as empresas até podem ser espanholas, mas o azeite é português e é em Portugal que criam os postos de trabalho. A agricultura não é um estado à parte dos outros setores. Se na banca, se nas construtoras, nos seguros, os espanhóis têm comprado muitos dos ativos portugueses então na agricultura não? E percentualmente até considero que é muito inferior àquilo que se verifica nos outros setores.

O INE diz que o setor perdeu mais de 100 mil mulheres desde a entrada da troika…

Isso deve-se ao facto de o setor se ter vindo a transformar. Antigamente não havia máquinas para apanhar uvas, hoje há, antigamente não havia máquinas para apanhar azeitona, hoje há. Ninguém aposta num olival sem ser desses, caso contrário, onde é que arranjava pessoas para apanhar a azeitona? Tudo isto leva a que a necessidade de mão-de-obra seja cada vez menor.

E quando havia essa necessidade também era mais difícil contratar pessoas…

Além do interior do país estar desertificado, muitas das atividades agrícolas são sazonais e não permitem contratar uma pessoa permanentemente. Antigamente havia mão-de-obra para tudo porque as condições de vida eram muito más e as pessoas também ganhavam muito mal, o que permitia ter sempre muita mão-de-obra. Mas quando as pessoas exigem outro nível de vida, isso já não é possível. Se há uns anos uma empresa podia ter três ou quatro trabalhadores a tempo inteiro, hoje se tiver é um e, por norma, é o próprio dono. Os agricultores tiveram de mecanizar porque não tinha rendimentos para pagar salários a três ou quatro trabalhadores. Há 30 anos isso era possível porque os salários eram baixíssimos.

Mas nos últimos anos apareceu uma geração mais nova de agricultores…

O setor à medida que é mais rentável e menos físico tem outra atratividade, outro sex appeal.
Passámos por um período de seca. Estas últimas semanas de chuva vêm ajudar a produção?
Passámos por um período de seca muito severa nos últimos três anos. Ainda não se foi embora, mas já deu para recuperar as reservas de água, as barragens e as florestas. Só uma pequena parte do país é que consegue ter regadio, a outra não. As alterações climáticas começam a fazer sentir o seu efeito. No mês de março choveu imenso, com temperaturas abaixo da média, se calhar daqui a 15 dias vem o calor e passamos de uma situação extrema para outra.

Ainda assim há culturas que são beneficiadas pela seca, como a amêndoa…

Todas são afetadas. As culturas que não são de regadio tiveram uma grande quebra, as que são de regadio se agora não tivesse chovido não era possível fazer nada. Alguns agricultores nem sequer cultivaram porque só começou a chover em março e já tinham tomado outra decisão porque não podiam estar à espera desta situação anormal. Muitas pessoas já não acreditavam que viesse a chover, nem era expetável que isso acontecesse. Tem de chover na altura normal, se chover em junho destrói as vinhas, os cereais, as cerejas.

Os agricultores não deveriam adaptar-se a esta mudança?

O setor já está a adaptar-se, a fazer mitigações desta situação e a ter um tipo de gestão que preveja com mais frequência a ocorrência destes fenómenos. Só há duas soluções: ou muda a altura ou muda de cultura. Estas variações sempre existiram, demoravam era uma geração ou duas a consolidarem-se. Se calhar daqui a 20 anos algumas das castas de uvas que existem no Alentejo têm de ser mudadas por outras com mais resistência. Se calhar daqui a 40 anos a pera rocha no Oeste não pode ser produzida porque não tem temperaturas baixas e é necessário ir mais para norte. Essas consequências já são visíveis com a produção da castanha ao registar uma quebra de produção na ordem dos 60% devido à falta de chuva. Mas mesmo com a falta de chuva há sempre uma solução que é regar, com falta de frio é que não há solução, pois não posso pôr um frigorífico ao lado de cada planta.

O setor também foi bastante penalizado pelos incêndios do ano passado…

O governo auxiliou alguns agricultores, outros não conseguiu. Esteve cá uma pessoa que perdeu tudo o que tinha e recebeu cinco mil euros, não compensa o que perdeu. Está patente junto de todos os portugueses que houve uma enorme falha da Proteção Civil que deu origem a mortes de muitas pessoas. O fogo faz parte do clima mediterrânico, vai haver sempre fogos, o que não se pode é repetir o número de mortes de pessoas, nem as situações que assistimos. Mas quando se repetirem situações de alta temperatura, de baixa humidade e de ventos fortes, o país vai sempre arder.

Tem o levantamento de quantos agricultores foram afetados?

O Ministério da Agricultura tem esses dados. O incêndio de junho afetou poucos agricultores porque era uma zona muito florestal, no de outubro houve mais.

Como está o ponto de situação dos pagamentos das indemnizações dos agricultores afetados?

Essas indemnizações começaram a ser pagas pelo mecanismo do Ministério da Agricultura e algumas foram provenientes do Orçamento do Estado.

O ministro da Agricultura já veio admitir que o governo está disponível para apreciar novas candidaturas a apoios para agricultores afetados pelos incêndios se demonstrarem que não concorreram por motivos de “força maior”…

Quanto mais pessoas forem ajudadas melhor. Mas não nos iludamos, não vão ser todos ajudados. A ajuda foi importante, mas podia ter sido sempre mais. Muitos dos agricultores que foram afetados não têm neste momento nada, porque ardeu tudo, incluindo máquinas. E estamos a falar de muitas pessoas com 60 anos ou mais e, por isso, não é fácil começar do zero, nem sequer têm motivação.

O governo deveria dar mais benefícios ao setor?

O dinheiro é sempre pouco para a dimensão da catástrofe e para os prejuízos que provocaram. Quinhentos mil hectares ardidos é muito, acrescido dos prejuízos que houve com fábricas e casas ardidas. Portugal não é um país rico. Podemos dizer que era possível dar mais, mas temos de ter em consideração aquilo que são as disponibilidades que o governo tem e que o país tem. O que não é aceitável foi o que aconteceu, a segurança dos cidadãos que é uma das funções de um Estado de direito não foi minimamente conseguida. E depois dizer que o problema deveu-se à falta de limpeza é igualmente grave. A limpeza de uma floresta é uma utopia de um urbano. O governo, como não sabe o que está a fazer, mandou limpar terrenos até dia 15 de março. As pessoas que limparam quando chegarem a junho já vão ter outra vez a erva grande. E os técnicos dizem que as distâncias que foram colocadas estão erradas, pois consideram que, quanto mais juntas as árvores estiverem, menos cresce erva em baixo.

E o pânico que se gerou levou alguns proprietários a abaterem árvores de fruto e de jardim…

Assistimos a muitos disparates porque a forma como as pessoas foram contactadas também foi um disparate. As pessoas deram os seus dados para serem contactados pelas finanças, não deram os seus dados para serem intimidados e ameaçados com multas se não cortassem as árvores. Conclusão, muitas pessoas não compreenderam bem a lei ou não leram aquilo com atenção ou não se aperceberam que isso só se aplicava às áreas florestais e não às áreas agrícolas e, como tal, cortaram tudo à volta das suas casas. O governo devia ser responsável por essas coisas e como não há oposição essas coisas passam e não acontece nada. Foi tudo uma estupidez e depois viu-se o primeiro-ministro e os outros elementos do governo a fazer uma limpeza em quatro sítios e acha-se que a limpeza já está feita. As florestas não são nenhuma cozinha. O que é limpar? Aquilo não está sujo. E daqui a dois ou três anos está tudo igual. Tudo isso tem um custo e a floresta não dá rendimento para suportar esse custo.

Mas há a questão de terrenos abandonados…

Isso também é uma utopia muito grande. Na realidade os terrenos abandonados andam à volta dos 100 mil hectares. Se tem um pequeno terreno que não é possível rentabilizar o que é que faz? Se tivesse numa situação dessas e me fossem multar por falta de limpeza oferecia o terreno. É como quem não percebe do assunto e passa por um terreno e acha que é tudo muito bom para se fazer qualquer coisa. Aliás Salazar fez essa asneira, impôs a cultura do trigo no Alentejo, fizeram-se verdadeiras barbaridades porque cortaram-se sobreiros e azinheiras para produzir trigo e, o que se está a ver agora é que o concelho de Beja, que era o grande celeiro de Portugal, está todo transformado num olival. Temos um clima mediterrânico, o trigo não é uma cultura propícia ao nosso clima. Temos um clima mediterrânico que é bom para as culturas mediterrânicas. É claro que Portugal é capaz de produzir trigo, mas sempre com baixa produtividade.

Que balanço faz do ministro Capoulas Santos?

É um ministro que conheço bem há muitos anos. É uma pessoa conhecedora do setor, mas tem as limitações impostas por um acordo que foi feito pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Comunista. Isso limita a atuação do ministro, como também limita todos os outros, assim como o do próprio primeiro-ministro. Mas nas questões europeias é conhecedor da matéria e na negociação da próxima PAC acho que vamos ter condições para conseguir um resultado final que espero que venha a ser positivo para o país.

Acordo com a esquerda limita em quê?

Há algumas matérias que faziam parte do acordo, nomeadamente a questão da plantação dos eucaliptos que é um assunto que está mal contado. É um mito que o eucalipto estraga o terreno, é um mito que o eucalipto beba muita água ou que seca tudo o que está à volta. Se se puser o mesmo número de árvores, e em vez de eucaliptos optar por macieiras, pereiras ou oliveiras, vai ver que bebem a mesma água. E se puser nogueiras bebem ainda mais. O eucalipto tornou-se uma questão ideológica. A esquerda não gosta de tudo o que significa ganhar dinheiro e é óbvio que os eucaliptos estão ligados à indústria papeleira, apesar de esta indústria exportar muito eucalipto de outros países. E também não é verdade que o eucalipto arde mais do que os outros. As pessoas que têm lareira, a lenha que põem lá são de eucalipto? Não, todas as pessoas usam lenha de pinheiro, azinho ou sobreiro porque têm muito maior capacidade calórica. Então o pinhal de Leiria não ardeu todo? O concelho de Mação não era o que estava mais protegido dos fogos e não ardeu? Com aquelas condições de temperatura, de ventos e humidade daqui a 10 anos o que devia estar a crescer outra vez volta a arder. Repitam-se aquelas condições e vai voltar a arder. Arder vai arder sempre, não podem é morrer pessoas nem arder 500 mil hectares.

Mas a limitação da plantação de eucaliptos é para se manter…

Uma das condições impostas é não se poder aumentar a área. Um partido quando estabelece acordos com a esquerda e com a extrema-esquerda fica limitado na sua capacidade de fazer política e de agir. O ministro Capoulas Santos conhece bem o setor e tem bom senso nas decisões que toma, mas quando há assuntos que fazem parte do acordo e quando as decisões já estão tomadas não há muito a fazer. Mas a verdade é que a agricultura para este governo e, isso não tem nada a ver com o ministro Capoulas Santos, está relacionado com as diretrizes políticas do executivo, não tem a relevância e a importância que teve em outros governos.

Nomeadamente pelo governo anterior?

Sim, a agricultura tinha o peso do vice-primeiro-ministro. Paulo Portas sempre apoiou publicamente a lavoura. E não é só dizer. Na altura, em que existiam dificuldades financeiras profundíssimas no país, o Proder, ou seja, o plano que apoia o investimento no setor e, que agora está a dar frutos, tinha dotações de 150 milhões de euros e agora não tem. Foi também a altura em que os pagamentos aos agricultores foram feitos mais atempadamente.

Quanto é agora a dotação?

São 90 milhões de euros. E pergunte aos agricultores como estão os pagamentos, os próprios agricultores não se aperceberam da relevância que teve isso. Estou na CAP há 28 anos e nunca assisti ao posicionamento da agricultura ao nível do vice-primeiro-ministro. Há opções políticas de apoio ao setor e elas foram mais notórias no governo anterior. Os bons resultados de agora são reflexo do investimento que foi feito há quatro anos e o que se está a passar agora vai ser repercutido daqui a uns 4 anos e é natural que venha a estagnar porque não há grande investimento.

 

Fonte: Jornal i

No mês em que se celebrou o Dia Mundial da Atividade Física, estudo revela que portugueses estão entre os que menos se mexem

  • Abr 19
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  • marcelo

No mês em que se celebrou o Dia Mundial da Atividade Física, os portugueses estão entre os que menos se mexem. Justificam com falta de motivação e custos associados ao desporto. Mas até uma caminhada de 10 minutos seguidos está fora dos hábitos de 29% dos inquiridos. 

Em 2010, 33% dos portugueses diziam fazer exercício físico ou desporto com alguma ou muita regularidade — entre uma a cinco vezes por semana. Em 2014, o número desceu para 28%. Actualmente, são 26%.

O estudo define “exercício físico” como nadar, correr no parque, ir ao ginásio ou fazer qualquer outra actividade que tenha como propósito específico “fazer exercício”, num contexto desportivo. Andar de bicicleta ou fazer jardinagem, exemplifica o estudo, não entra neste cálculo.

E assim, 74% dos portugueses explicam que “nunca” ou “raramente” fazem exercício físico ou praticam desporto. Um valor 14 pontos percentuais acima da média dos que na UE respondem o mesmo. É pior entre as mulheres (78%, contra 68% dos homens). Ainda assim, tanto as mulheres como os homens portugueses estão longe das médias dos seus pares europeus. Portugal é o 5.º país onde mais inquiridos mostram ser particularmente sedentários.

Fonte: Público 

Portugal Foods investe €3 milhões para promover Agroalimentar

  • Abr 19
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  • marcelo

Como evoluiu a fileira da agroindústria em matéria de internacionalização e inovação nos últimos anos?

Confrontadas com uma conjuntura nacional difícil, em 2008 e nos anos subsequentes, fruto da crise económica e financeira que o País atravessou, as empresas agroalimentares foram forçadas a reinventarem-se com uma grande aposta na inovação de produtos e processos. Melhoraram a qualidade, a diferenciação, a flexibilidade, o marketing e, claro está, o serviço. Observou-se uma sofisticação na gestão das empresas e oferta de produtos sem comprometer a competitividade, sendo possível desenvolver um crescimento sustentável. Hoje em dia, o setor agroalimentar é um dos pilares mais importantes da economia e Portugal é reconhecido internacionalmente como País produtor de excelência.

O desafio foi e continua a ser aliar a tradição à inovação, tendo por base a cooperação entre os vários atores do setor agroalimentar (tecido académico, empresarial e restantes entidades de interface ao longo da cadeia). Esta cooperação tem vindo a intensificar-se, alicerçando a inovação no conhecimento e potenciando, assim, o retorno dos mercados externos ao nível da aceitação do consumidor.

Quais os grandes desafios que enfrentam as empresas portuguesas para competirem num mercado cada vez mais globalizado?

Uma vez que o tecido empresarial é constituído maioritariamente por PME [Pequenas e Médias Empresas], que dificilmente conseguem competir unicamente pelo preço, as empresas agroalimentares devem seguir uma estratégia de diferenciação, quer em termos de qualidade quer de inovação, acrescentando valor por forma a terem um posicionamento distinto. É igualmente importante desenvolverem “Business Intelligence” de modo a obter toda a informação necessária para a criação de uma estratégia, que permita definir criteriosamente os mercados e avançar após um conhecimento adequado. Esta informação pode ser adquirida através de ações de capacitação, troca de experiências e ações de prospeção para conhecimento “in loco”.

Que geografias selecionou a Portugal Foods para promover em 2018 as empresas portuguesas? Qual o orçamento da associação para promoção no exterior?

A PortugalFoods tem baseado a sua atuação em termos de promoção internacional na estratégia de internacionalização do setor agroalimentar 2012-2017, “Portugal Excecional”. Para elaborar este documento analisou a situação internacional, definiu 10 prioridades estratégicas e um modelo de implementação, tendo igualmente identificado os mercados prioritários, onde Portugal deve consolidar posições, e mercados a apostar seletivamente. Esta estratégia tem sido traduzida em ações de promoção internacional organizadas e acompanhadas.

Esta estratégia encontra-se atualmente a ser revista. No entanto, existem alguns mercados que a PortugalFoods continuará a desenvolver, pois necessita de consolidar a sua posição, como é o caso de alguns europeus (Espanha, França, Alemanha e Bélgica, entre outros) mas também países escandinavos e bálticos. Promoverá, ainda, uma estratégia específica de abordagem à América do Norte (EUA e Canadá), Ásia (China, Japão, Coreia do Sul e Sudeste Asiático), Médio Oriente (Emirados Árabes Unidos), América Latina (Colômbia, Chile, Peru e Uruguai) e África do Sul.

São dois os projetos distintos e complementares capazes de potenciar o negócio das empresas: o Projeto Conjunto de Internacionalização que dinamiza o setor de forma transversal nas ações de promoção internacional, e o projeto ao qual chamamos PortugalFoods HUB, que promove internacionalmente categorias de produto e ou necessidades específicas de determinados mercados como, por exemplo, certificações Halal e Kosher, Private Label e Food Service.

Desta forma, é uma estratégia global com vertentes complementares que respondem às necessidades de internacionalização das empresas nacionais. O orçamento previsto para as ações inseridas nestes projetos, até 2020, ronda os três milhões de euros.

Que balanço faz desde o nascimento da Portugal Foods até hoje?

A PortugalFoods nasceu em 2008 e foi reconhecida pelas entidades governamentais como Polo de Competitividade e Tecnologia Agroalimentar, em 2009. Atualmente, conta com mais de 150 associados, na sua maioria empresas. As principais exportadoras do setor mas também entidades do sistema científico e tecnológico nacional e outras com atividades conexas ao setor, que representam a fileira em diversidade, dimensão, capacidade de inovação e capacidade de internacionalização.

Agrega um volume de negócios na ordem dos 2800 milhões de euros. Por sua vez, o Portuguese Agrofood Cluster, consórcio reconhecido pelo Governo em 2017 como cluster do setor agroalimentar português, liderado pela PortugalFoods e que reúne o Inovcluster, o AgroCluster do Ribatejo e a PortugalFresh, e que tem a FIPA (Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares) na presidência do seu conselho estratégico, conta com mais de 400 entidades associadas que representavam, em 2013, um volume de negócios de cerca de 4000 milhões de euros.

Nesta década de atividade, teve um crescimento exponencial da sua rede, reflexo de uma forte atividade em termos de promoção internacional – atualmente com uma média de 30 ações por ano – e de uma aposta clara na inovação do setor através da valorização do conhecimento.

Encontra-se num momento de transição com novos órgãos sociais para o triénio 2018-2020, que marcará uma nova etapa com a revisão da sua estratégia, que permitirá alavancar novos projetos e novas parcerias e formas de atuação.

“Marca Portugal precisa de uma comunicação forte”

Considera que Portugal já tem uma estratégia concertada de comunicação e promoção no exterior?

Portugal é cada vez mais reconhecido como marca de qualidade nos mercados internacionais. Apesar de os consumidores internacionais reconhecerem cada vez mais o que Portugal tem para oferecer, uma aposta no marketing do setor através da marca Portugal é ainda fundamental. A apresentação do cabaz de produtos nacionais, de forma concentrada e concertada, é essencial como uma mostra de força que permita ultrapassar os problemas com os quais ainda nos deparamos a nível de escala e de capacidade produtiva, na maioria dos subsetores.

Assim, a promoção da marca não passa tanto por “mais” marketing, mas por uma aposta numa comunicação forte que promova a imagem de Portugal nos mercados internacionais. É essa a missão da PortugalFoods.

Qual considera ser hoje a visão que as cadeias internacionais de retalho têm dos produtos portugueses?

O setor agroalimentar desenvolveu-se muito na última década. Há dez anos as empresas agroalimentares nacionais passavam despercebidas e o setor estava desagregado. Atualmente, os players internacionais reconhecem o potencial que o setor tem para oferecer. Em Portugal, aliamos a tradição da paixão do “saber fazer” e os sabores genuínos, à alta qualidade, segurança alimentar, inovação e diferenciação, o que torna o nosso País num fornecedor agroalimentar de excelência. Existe um crescendo no lançamento de produtos inovadores, competitivos e apelativos, com um posicionamento diferenciador de conveniência, saúde e sustentabilidade, que respondem às necessidades do mercado global e se traduzem em aumento de exportações.

Por outro lado, o tecido empresarial português, maioritariamente constituído PME, permite uma flexibilidade e customização que nos posiciona de forma diferente nos mercados internacionais. Cada vez mais os compradores procuram soluções à medida que os torne “únicos”. A flexibilidade em termos de inovação, quantidades mínimas de produção e entrega e packaging permitem-nos concorrer nos mercados internacionais de forma eficaz. Os compradores não pretendem ter muito stock nas lojas e Portugal consegue responder a encomendas mais pequenas. Para atingir esta flexibilidade foi e é necessária uma aposta continuada na inovação de produtos, processos e serviços.

Atualmente os setores tradicionais são considerados “case-studies”, aliando tradição e “know-how” à inovação e modernidade.

Que produtos portugueses estão a despertar mais interesse lá fora? Quais as principais tendências de consumo?

Nas grandes tendências que marcam o agroalimentar, Portugal está alinhado com o panorama mundial no que à procura de conveniência e benefícios de saúde diz respeito. Começamos também a valorizar mais as questões de sustentabilidade, o bem-estar animal e ambiental, motivo pelo qual vemos em determinados segmentos um aumento da procura de produtos biológicos e ou locais. Por outro lado, e em virtude de múltiplas motivações, os produtos de origem vegetal ganham destaque nas refeições e snacks. Por fim, verificamos também o fenómeno do artesanal que muito bem se instalou num País de tradição gastronómica como Portugal. Esta é uma tendência forte, onde acrescentamos valor com sofisticação no que de novo trazemos ao mercado do posicionamento “craft”.

Com o início do ano, a PortugalFoods reavivou a discussão das tendências na sua sessão anual dedicada às “Trends2018”. Numa realidade em que cada vez mais é exigida transparência, é necessário tranquilizar os consumidores. A primeira tendência apresentada mostra como é importante explicar melhor os ingredientes. Como, quando e por quem são cultivados os produtos, assim como os métodos de produção. Por outro lado, com o stress do dia a dia, as dietas flexíveis e equilibradas tornam-se indispensáveis à rotina do consumidor. Satisfazer os desejos é importante, através de ingredientes naturais e biológicos, assim como produtos isentos de corantes e conservantes artificiais. Por fim, o reforço da experiência sensorial é mais uma das tendências a destacar, que passa pela combinação de texturas, alimentos frescos e divertidos, de forma a cativar uma geração mais ligada às novas tecnologias.

 

Fonte: Hipersuper

Food & Nutrition Awards e ANI atribuem distinção Born From Knowledge

  • Abr 18
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Agência Nacional de Inovação (ANI) e o Food & Nutrition Awards (FNA) atribuem o Prémio FNA – ANI Born From Knowledge (BfK AWARDS) 2018, na 9ª Edição desta iniciativa que distingue negócios e projetos inovadores no setor agroalimentar.

O prémio FNA-ANI Born From Knowledge (BfK AWARDS) será atribuído a um dos finalistas da categoria de Investigação & Desenvolvimento, estando a sua atribuição inerente a critérios específicos. Os projetos selecionados devem ser “nascidos do conhecimento” e resultar de atividades de Investigação e Desenvolvimento (I&D), em colaboração (ou não) com entidades do Sistema Científico e Tecnológico (SCT), incluindo preferencialmente doutorados nos trabalhos de I&D.

“As questões relacionadas com a alimentação e com a nutrição enquadram-se, à escala global, entre as mais desafiantes para a investigação de base científica e tecnológica, tanto em matéria de sustentabilidade, como de inovação. É este o objetivo do Prémio FNA – ANI Born From Knowledge (BfK AWARDS): incentivar o conhecimento nacional na procura de novas soluções que respondam às necessidades da sociedade e, simultaneamente, melhorem a vida das pessoas”, sublinha Katiuska Cruz, Coordenadora do Programa Born From Knowledge.

O vencedor FNA distinguido com este prémio receberá uma peça de arte e a oportunidade de beneficiar de um processo de acompanhamento do projeto, levado a cabo pela ANI, para apoio ao seu desenvolvimento e implementação.

A edição de 2018 do FNA é assinalada por um conjunto de iniciativas e temáticas relacionadas com a Alimentação do Futuro, que pretendem promover a consciencialização para a importância de uma sociedade sustentável marcada pela inovação e consciência social. O impacto das novas tecnologias na transformação do setor alimentar, a criação de novos trabalhos, o aparecimento de indústrias emergentes do futuro e a revolução da cadeia alimentar são temas que vão estar em destaque no Food & Nutrition Awards e que pretendem desafiar o setor este ano.

As candidaturas devem ser submetidas até 31 de maio de 2018 em formato digital, através do preenchimento do formulário de candidatura disponível em: http://candidaturas.gpa.pt/fna.

Estão abertas as candidaturas a todas as pessoas singulares e coletivas, nomeadamente, Administração Pública, Associações Setoriais, Autarquias, Cidadãos em nome individual, Empresas, Organizações Não-Governamentais, Profissionais em nome individual e universidades.

Indústria alimentar e de bebidas deve acelerar a sua digitalização para se manter competitiva

  • Abr 18
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As grandes empresas de alimentação e bebidas terão de acelerar o processo de digitalização se quiserem manter-se competitivas, indica um estudo da Siemens PLM Software, unidade de negócio da Siemens Digital Factory Division.

O inquérito revela que a maioria das empresas de alimentação e bebidas ainda está apenas na primeira fase da digitalização, não obstante o potencial do sector. O estudo relembra que haverá mais mudanças nos produtos de grande consumo embalados nos próximos cinco anos do que houve nos últimos 50. Além disso, em 2020, haverá três mil milhões de novos consumidores para esta indústria.

Este contexto trará desafios para as empresas do sector que ainda não estejam a integrar uma estratégia de indústria 4.0. As tendências de mercado indicam uma maior personalização dos produtos, maior variedade de embalagens, alimentos e bebidas mais saudáveis, exigências regulatórias ainda mais exigentes quanto à qualidade e processos, forte pressão das margens nos preços e rapidez na chegada ao mercado.

Uma das grandes preocupações do sector vem da segurança alimentar, outra das oportunidades da indústria 4.0 com ferramentas específicas para a rastreabilidade total de um produto. Este nível de escala e complexidade do sector tem um impacto direto nas organizações. “É importante que as empresas aproveitem as oportunidades oferecidas pela indústria 4.0 para não perderem o comboio da competitividade”, assegura Joan Francàs, vice-presidente sénior e diretor geral da Siemens PLM Software para Portugal e Espanha.

A aplicação destes conceitos e soluções à indústria de processos acelerou nos últimos cinco anos, mas ainda há trabalho a fazer, indica o estudo. “Uma razão pela qual a adoção é mais lenta é que as empresas alimentares e de bebidas tendem a estar fragmentadas. Estas funções têm objetivos e capacidades muito diferentes, pelo que a digitalização tem significados muito distintos para, por exemplo, a área comercial e para a de I&D”, acrescenta.

A Siemens PLM Software defende que, para que este período seja favorável ao sector alimentar, as empresas devem rentabilizar as vantagens da digitalização em todos os aspetos, desde a reestruturação da cadeia de valor até à adoção e virtualização e aproveitamento dos dados proporcionados pelo Big Data e pela Internet das Coisas. “Imaginemos que as vendas de alimentação online disparam na América do Norte e na Europa Ocidental. As análises de Big Data permitem ao sector dispor de informação pormenorizada sobre as tendências de compra e prever as necessidades dos clientes, em vez de apenas reagir às mesmas. Com esta informação, é possível fazer uma personalização maior e mais barata”, afirma Joan Francàs.

 

Fonte: Grande Consumo 

World Disco Soup Day em Portugal

  • Abr 16
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Anualmente são enviados para o lixo 1,3 mil milhões de toneladas de alimentos para o lixo, cerca de um terço dos alimentos destinados ao consumo humano. Para combater este paradoxo a Slow Food Youth Network criou o World Disco Soup Day, um evento inovador organizado à escala mundial.

 Em 2018, Portugal junta-se pela primeira vez a esta iniciativa, com a cidade de Arcos de Valdevez a servir de cenário deste evento mundial por terras lusas.

Muita música e dança darão muito movimento a esta iniciativa, que desafia os participantes, supermercados, produtores e todos que se queiram associar, a recolher e cozinhar alimentos em fim de prazo, “feios”, ou que não estão conformes com os padrões de calibre, estéticos ou comerciais para depois serem partilhados com os restantes convivas.

“Existindo no município de Arcos de Valdevez quatro produtos que integram a “Ark of Taste” da Slow Food Foundation for Biodiversity, este é o momento para apelar também à produção e consumo sustentáveis, à conservação da agrobiodiversidade e à alimentação saudável”, lê-no site da iniciativa.

Em simultâneo com o World Disco Soup Day vai decorrer o mercado da terra no complexo etnográfico da Porta do Mezio, já no próximo dia 28 de abril’2018. Mais informações e inscrição aqui.

Fonte: Green Savers 

Alimentaria 2018: Portugal participa com quase 60 empresas

  • Abr 15
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A 22ª edição da Alimentaria realiza-se em Barcelona de 16 a 19 de abril de 2018 e Portugal vai estar representado por quase 60 empresas. A feira aumentou o investimento em 30% face a 2016, convidando 800 compradores internacionais.

“A participação da PortugalFoods contará com 18 empresas participantes que estarão localizadas sob a marca chapéu PortugalFoods no pavilhão 2 – Multiproduto, Stand C350 (com 234m2)”, disse à DISTRIBUIÇÃO HOJE, a coordenadora executiva da divisão de Mercados da associação.

Isabel Oliveira adiantou que neste grupo de empresas se incluem seis “através da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada” e que “esta feira está a ser organizada em parceria com o Inovcluster que levará mais oito empresas sob a marca chapéu PortugalFoods”.

A coordenadora executiva do InovCluster explicou-nos que “quatro empresas representam a região de Castelo Branco e que as outras quatro são outras zonas”, porque, acrescentou Natacha Pinto: “apesar do nosso ser no Centro temos associados de todo o País”.

No catálogo de expositores da Alimentaria constam 57 empresas nacionais, por isso, além destas 26 que estarão sob o chapéu da PortugalFoods, há 31 que terão stands próprios distribuídos pelos vários pavilhões e salões da Alimentaria.

Fonte: Distribuição Hoje 

Entrou em vigor a norma que obriga a reduzir a acrilamida

  • Abr 14
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Entrou em vigor na  quarta-feira, dia 11 de abril, o regulamento europeu que obriga as empresas alimentares a reduzir os níveis de acrilamida na produção de alimentos suscetíveis de apresentar esta substância que, considerada um contaminante, em certas condições apresentar riscos para a saúde.

O novo regulamento estabelece níveis de acrilamida determinados para cada grupo de alimentos. As empresas cujos produtos os ultrapassem deverão adotar medidas para a sua redução, seja através da modificação da formulação ou dos ingredientes, processos de produção, tratamento térmico ou qualquer outra condicionante, sem afetar a qualidade, segurança microbiana e qualidades sensoriais dos mesmos.

A acrilamida é uma substância química criada de forma natural nos produtos alimentares que contêm amido, durante os processos de confeção a elevadas temperaturas (mais de 120ºC) e com pouca humidade. Forma-se, principalmente, nos alimentos ricos em hidratos de carbono, como as batatas fritas, pastelaria ou alimentos para crianças à base de cereais.

Fonte: Grande Consumo