Categoria: Notícias

Azeite: última campanha pode ficar perto das 130 mil toneladas

  • Abr 11
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O peso da região Alentejo na produção nacional de azeite subiu de 75% na campanha 2016-2017 para 78%, na campanha 2017-2018.

O volume de produção nacional de azeite referente à campanha 2017-2018, deverá situar-se entre as 125 mil e as 130 mil toneladas, estima o Gabinete de Planeamento, Políticas (GPP) e Administração Geral, através do Sistema Sistema de Informação do Azeite e Azeitona de Mesa (SIAZ).

Este número é alcançado mediante extrapolação do volume de azeite extraído pelos 137 lagares inquiridos nesta análise para a totalidade dos lagares em laboração no país.

Segundo o GPP, o inquérito aos lagares de azeite na campanha de produção 2017-2018 cobriu uma amostra de 141 lagares que, nas últimas campanhas, representaram 90% da produção total nacional deste produto.

Os resultados apresentados reportam-se a 137 lagares que responderam ao inquérito.

Ainda sobre o volume de produção atingindo, a entidade esclarece ainda que se deve a uma conjugação de fatores, nomeadamente ter sido um ano de safra; bem como, o facto de a seca meteorológica, que se prolongou ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento vegetativo dos olivais, ter reduzido em extremo a ocorrência de pragas e de problemas fitossanitários.

Destaca-se ainda o facto de o olival de sequeiro estar bem adaptado à escassez de água; de se ter registado aumentos da área de olival intensivo e superintensivo em produção, nomeadamente na região Alentejo, de olival de regadio, bem como da quantidade total de azeitona colhida e laborada nos lagares.

O GPP dá ainda nota de que a seca meteorológica, já referida, proporcionou a redução do teor de água nas azeitonas e o aumento do teor de gordura nas mesmas.

O rendimento médio das azeitonas oleificadas foi elevado, de 16,2 por cento e significativamente superior aos rendimentos das últimas campanhas.

Os resultados deste inquérito mostram que o peso da região Alentejo na produção nacional de azeite subiu de 75%, na campanha 2016-2017, para 78%, na campanha 2017-2018.

Em contrapartida, o peso da região Norte desceu de 15,5 para 11%.

FONTE:  Jornal Económico 

Fertilizantes discutidos em Bruxelas

  • Abr 11
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Será hoje discutido em Bruxelas os limites de cádmio utilizados nos fertilizantes agrícolas a impor em território europeu numa nova regulamentação europeia que está a ser elaborada.

 Pretende-se com esta nova legislação reduzir significativamente a presença deste metal pesado nos fertilizantes evitando assim que o mesmo esteja presente nos alimentos que consumimos, nas nossas terras e águas. O cádmio foi alvo de vários estudos científicos e é comprovadamente um elemento bastante perigoso para a saúde pública e para o ambiente podendo levar a inúmeras doenças.

 

Fonte: Green Savers 

Governo quer criar postos de venda para alimentos com prazos de validade perto de fim

  • Abr 6
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Foi aprovado em Conselho de Ministros a Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, a criação de pontos de venda para alimentos com prazo de validade perto do fim. Esta medida visa reduzir a quantidade de alimentos deitados fora pelos portugueses.

O governo pretende, até 2030, reduzir para metade o desperdício alimentar, que atualmente ronda um milhão de toneladas por ano.

“Este é um combate que se impõe a toda a sociedade e a cada um de nós”, referiu o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural. Por esse motivo, vão ser implementadas 14 medidas que “estimulam o aproveitamento de alimentos através de diversos mecanismos que deverão entrar em funcionamento”.

Uma dessas medidas passa pela “criação de pontos de venda específicos para produtos em fim de prazo de validade dentro das grandes superfícies, pontos que sejam facilmente identificáveis pelos consumidores e onde estejam garantidas todas as condições de segurança alimentar”.

O plano deverá ser regulado até julho e até outubro “deverá surgir um projeto-piloto da plataforma de doação de alimentos que pretende ser um ponto de encontro entre a oferta e a procura, facilitando o contacto entre doadores e beneficiários, para que o circuito de alimentos se possa estabelecer com eficácia, retirando do desperdício toneladas de alimentos que deverão ser identificados por categorias”.

Fonte: SOL

Alimentação do Futuro. Os desafios do presente.

  • Abr 5
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8,6 mil milhões em 2030. 9,8 mil milhões em 2050. 11,2 mil milhões em 2100 e um crescimento de quase 50% em relação ao presente. Estes são os números que expressam a evolução populacional, de acordo com as previsões da Organização das Nações Unidas no relatório “Perspetivas da População Mundial: A Revisão de 2017”. Mas, na verdade, são mais do que números. São desafios.

Desafios a vários níveis a pessoas e instituições – governos, empresas e entidades públicas e privadas – teremos de ser capazes de dar respostas. Não se tratam, no entanto, de desafios do futuro, mas do presente, em prol de um desenvolvimento equilibrado e sustentável.

Perfeitamente identificada na resolução da ONU “Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável”, a Alimentação é uma das mais importantes áreas para as quais urgem soluções. Isto porque é certo que a procura alimentar vai continuar a aumentar e, de acordo com a FAO, até 2050 a produção mundial de alimentos terá de crescer 60%, em resultado dos contextos e condições de produção e, até mesmo, os hábitos de consumo.

E que metas define a ONU para este ponto? Com a sustentabilidade e adaptabilidade como pano de fundo, destacamos aqui algumas: implementar práticas agrícolas resilientes que aumentem a produtividade; aumentar o investimento, inclusive através do reforço da cooperação internacional, nas infraestruturas rurais, investigação e extensão de serviços agrícolas; corrigir e prevenir as restrições ao comércio e distorções nos mercados agrícolas mundiais; adotar medidas para garantir o funcionamento adequado dos mercados de matérias-primas agrícolas e seus derivados; facilitar o acesso oportuno à informação sobre o mercado.

Estes são, em suma, objetivos que coincidem com as práticas desde sempre defendidas e aplicadas pelo setor do retalho e distribuição em Portugal: fomentar a inovação e a partilha de conhecimento, apostar na cooperação entre toda a cadeia de valor e reforçar a sensibilização de todos os seus parceiros e consumidores para a necessidade de alteração de comportamentos.

A APED e os seus associados sabem, portanto, que têm um papel relevante nas respostas às necessidades atuais no campo da alimentação. De tal forma que o empenho do setor nesta área já se traduz em iniciativas e ações a diversos níveis.

Manifesta-se na aposta da utilização da tecnologia e na investigação para melhor perceber a dinâmica da procura e os perfis de consumidor, cujos hábitos de alimentares tendem a sofrer grandes mutações.

Expressa-se na aplicação de estratégias de mercado assentes nos modelos de comércio de proximidade, na preferência pelos produtos e produtores locais e com forte promoção da Portugalidade.

Traduz-se no compromisso com a gestão eficaz de bens alimentares, desde a operação logística, ao armazenamento, ao rigoroso planeamento de compras, à comercialização e a planos de combate ao desperdício alimentar.

Espelha-se no reforço da qualidade e segurança alimentar, seja através do cumprimento das regras e normas definidas pela legislação vigente, seja pela aplicação de medidas voluntárias e pioneiras nesta matéria.

E traduz-se também na cooperação e estreita colaboração com os parceiros na cadeia de abastecimento, na participação em plataformas de diálogo entre os diferentes players, na integração em fóruns interprofissionais e no apoio a projetos, ações e iniciativas que promovam o debate, com o objetivo de melhorar processos e encontrar soluções para a sustentabilidade do setor alimentar.

O Food & Nutrition Awards é um excelente exemplo de tipo de iniciativas em que a APED participa, representando um setor inovador, dinâmico e pioneiro que está preparado e disponível para colaborar e contribuir ainda mais e de melhor forma para o desenvolvimento sólido do futuro da Alimentação.

Mónica Ventosa.

Fonte: Diário de Notícias 

Green Savers: a plataforma que promove a alimentação do futuro

  • Abr 4
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O Green Savers, portal agregador de conteúdos na área da Sustentabilidade, Alimentação e Estilos de vida saudáveis, vai integrar o Green Project Awards, para desta forma contribuir para a disseminação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e cumprimento da Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável.

Impulsionar a valorização da produção nacional e do setor agroalimentar e a promoção de estilos de vida e hábitos alimentares saudáveis são alguns dos princípios desta plataforma, cuja gestão será agora assegurada pelo GPA.

Os conteúdos do Green Savers saem assim reforçados, numa base diária, em função da atualidade e relevância da agenda nacional e internacional.
Em destaque no Green Savers estão temáticas como a agricultura biológica, educação alimentar, segurança alimentar, hortas biológicas e sugestões para bem-estar.

Criado em Setembro de 2010, o Green Savers soma mais de 19 milhões de visitas, 75 milhões de páginas visitadas, 9 milhões de utilizadores e 16.400 artigos publicados.

 

 

FFA 2018 pede ação concertada entre ambiente e agricultura

  • Mar 28
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Bruxelas foi esta terça-feira (27 de março) palco da 11ª edição do ‘Forum for the Future of Agriculture’ (FFA), uma organização da Syngenta e da European Landowners Organization (ELO). Sob o mote ‘Healthy Farming, Healthy Food, Healthy Future’, a edição deste ano reuniu cerca de 1200 pessoas para debater um futuro de ação concertada entre a agricultura e o ambiente por um planeta mais sustentável.

Janez Potočnik, Chairman do FFA, abriu o evento referindo que “precisamos de lideranças inspiradas para conseguir um futuro saudável, para transformar as nossas explorações agrícolas e modelos económicos e para criar mudanças reais no terreno que vão ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Todos nós, desde os agricultores aos consumidores, aos políticos e líderes de negócios, precisamos de fazer parte desta disrupção positiva na nossa forma de pensar e nas ações que nos conduzirão para segurança alimentar e ambiental”.

Para além disso, o responsável afirmou que “não valorizamos o nosso capital ambiental, desvalorizamos a mão de obra e sobrevalorizamos os ganhos financeiros a curto prazo. Se queremos ser sustentáveis, devemos curar a doença e não apenas tratar os seus sintomas.” O Chairman do FFA terminou pedindo aos presentes para pararem “de fazer workshops e fotos de grupo sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A mudança não vem de os colocarem como um anexo nos vossos relatórios anuais”.

 Veja mais em: VIDA RURAL

 

Vendas de bebidas açucaradas descem 4,3%

  • Mar 23
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É a primeira quebra registada desde 2013 e acontece após a introdução da nova taxa sobre os refrigerantes.

Foram vendidos mais de 687 milhões de litros de bebidas açucaradas no ano passado, de acordo com dados da associação do setor.

Uma quebra confirmada pelo ministério da Saúde, que acrescentou que, no caso das bebidas açucaradas com mais de 80 gramas de açúcar por litro, se verificou uma redução no consumo na ordem dos 50%.

Posteriormente a estes dados, o Governo criou um grupo de trabalho para avaliar o impacto da introdução da tributação neste tipo de bebidas e propor novas alterações.

 

Fonte: TVI

A nova era da alimentação

  • Mar 22
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A promoção da alimentação saudável tem de ser uma prioridade no presente e no futuro, mas para isso é muito importante aumentar a literacia alimentar.

Falar de alimentação do futuro não é falar de futurismo em fatos de cinza metalizado e invenções que só são possíveis ainda na nossa imaginação. É sim falar de tendências que já começam a verificar-se em muitas insígnias e países. E a nós consumidores, restam-nos duas hipóteses: ou a acompanhamos ou a acompanhamos. Não existe alternativa. A não ser que faça parte daquele grupo restrito de pessoas que consegue comer tudo o que produz.

Mas calma, porque acompanhar esta tendência é provavelmente a melhor coisa que vamos fazer pela nossa alimentação. Até agora, vivemos eras de escassez, de excessos, de benefícios, mas, sobretudo, de malefícios. Hoje somos mais informados e por consequência mais exigentes, temos legislação restrita nesta área e um crescimento de marcas saudáveis e sustentáveis como nunca até aqui aconteceu. A alimentação do futuro implicará mais opções de escolha, além de mais opções saudáveis e economicamente sustentáveis, mas o “mais” é em si uma questão a resolver.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o mundo terá de produzir mais 70% de alimentos até 2050, para alimentar uma população que deve crescer mais 2,3 biliões de pessoas e cujas necessidades tendem a aumentar. Será um dos maiores desafios da humanidade.

Prestes a entrar na terceira década do século XXI, e com perspetivas de aumento da população mundial e de manutenção de flagelos como a fome, a má nutrição e a seca, a investigação e a ciência são o caminho a seguir para se encontrarem soluções. Nomeadamente, a capacidade da genética para aumentar a resistência das produções, a existência de explorações agrícolas em altura e até no desenvolvimento laboratorial de novas proteínas e complementos nutricionais, para se resolverem problemas como a fome e a má nutrição. Exemplos que já existem e que vão seguramente estourar em breve por todo o mundo.

Temos de poupar o planeta, produzir mais, aproveitar melhor e reduzir desperdícios. É importante adotar uma alimentação variada, constituída por produtos nutricionalmente ricos. Por isso voltar às origens e recuperar os hábitos alimentares sazonais é uma tendência no ocidente que vai beneficiar a saúde da sociedade em geral. A promoção da alimentação saudável tem de ser uma prioridade no presente e no futuro, mas para isso é muito importante aumentar a literacia alimentar. É fundamental que pais e filhos sejam sensibilizados para a importância da alimentação saudável e que façam escolhas conscientes em conjunto, algo que seguramente vai ganhar uma dimensão sem precedentes.

Na cultura oriental tudo isto faz sentido desde sempre e apesar de também terem sido atingidos pela onda do fast food, do qual são consumidores ativos – sobretudo na procura de um “estilo de vida ocidentalizado” –,  a alimentação faz parte da cultura destes países, e é por isso um hábito mais difícil de alterar. Porque quando falamos da cultura oriental, alimentação e saúde têm uma associação clara. Este é um ensinamento que figura em muitos dos livros, até os científicos, sobre uma alimentação correta que promove saúde.

As insígnias do setor estão atentas, e têm feito caminhos interessantes nesta área que só agora se começa a explorar. A tecnologia será seguramente uma ajuda. Vai mudar a forma como se produzem e consomem alimentos e tem um papel relevante na resolução dos problemas que a sociedade mundial enfrenta neste âmbito.

Vamos passar a usar mais apps e chatbots, que podem ajudar a adotar uma alimentação mais saudável e a fazer escolhas mais adequadas a um certo perfil, tal como vamos começar a usar scanners alimentares que nos permitirão identificar os componentes dos alimento. Mas a verdadeira mudança só pode ser alcançada através de sinergias, que envolvam entidades governamentais, empresas, produtores e consumidores. A verdade é que ela está aí, vem melhorar as nossas vidas e, quem sabe, ajudar a prolongá-las. Não tenhamos receio.

Fonte: Jornal Económico 

Comissão Europeia lança Centro de Conhecimento para lutar contra fraudes Alimentares

  • Mar 21
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A Comissão Europeia lançou o Centro de Conhecimento para melhorar a qualidade dos alimentos e reforçar a luta contra a fraude alimentar. O Centro de Conhecimento, uma rede constituída por peritos internos e externos da Comissão Europeia, vai dar apoio aos responsáveis políticos da União Europeia e às autoridades nacionais, partilhando e facultando o acesso a conhecimentos científicos atualizados em matéria de fraude alimentar e de qualidade dos alimentos, e será gerido pelo Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia.

A Comissão Europeia salienta que as preocupações com possíveis fraudes alimentares e com a qualidade dos alimentos minam a confiança dos consumidores e prejudicam toda a cadeia de abastecimento alimentar na Europa, desde os agricultores aos retalhistas.

O Centro de Conhecimento sobre a Fraude Alimentar e a Qualidade dos Alimentos vai coordenar as atividades de fiscalização do mercado, por exemplo, em matéria de composição e propriedades organoléticas dos alimentos fornecidos com a mesma embalagem e marca em vários mercados da União Europeia. A rede irá ainda operar um sistema de alerta precoce e informação para a fraude alimentar: através do acompanhamento dos meios de comunicação social e da disponibilização destas informações ao público em geral, esperando uma ligação entre os sistemas de informação dos Estados-membros e da Comissão; gerando conhecimentos específicos a cada país; fazendo, entre outras coisas, o levantamento das competências e infra-estruturas laboratoriais nos Estados-membros.

 

Fonte: Público

 

Ministro da Agricultura confiante em ano agrícola normal

  • Mar 20
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O Ministro da Agricultura confirma em Bruxelas que, face à precipitação registada, já se resolveu o problema da alimentação e abeberamento animal e que este poderá ser “um ano agrícola normal” ou até “mais do que isso”.

“A situação de seca, digamos, alterou-se muito substancialmente, porque nós tivemos nos primeiros dias de março uma pluviosidade absolutamente anormal — choveu em 10 dias tanto quanto em dois meses de março normais — e, portanto, houve uma grande afluência de águas às barragens”, começou por referir Luís Capoulas Santos à margem de uma reunião de ministros da Agricultura da União Europeia.

“Neste momento, mais de 20 barragens já estão com mais de 80% da capacidade”, o ministro admitiu que “persistem alguns problemas no Sul, nas bacias do Sado e do Guadiana”, mas ressalvou que “mesmo os casos problemáticos do Sado devem estar hoje acima dos 50%, o que já permite o exercício de uma atividade agrícola quase normal”.

Além disso, sublinhou, a precipitação registada foi “muito importante para as culturas permanentes — a vinha, o olival, os pomares –, que, com esta chuva, viram carregada a quantidade adequada de humidade no solo”.

Fonte: Ambiente Magazine