• 26,6% da população Portuguesa usa suplementos nutricionais 2017.03.20

    O Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade física mostra que 26,6% da população Portuguesa usa suplementos nutricionais sendo que a maioria pertence ao grupo etário dos adultos e idosos.

    O inquérito revela que 59,9% idosos usam frequentemente minerais sendo que o cálcio é o micronutriente mais ingerido. Nas crianças é mais frequente a suplementação de multivitamínicos (40,2%) e a principal vitamina ingerida é a vitamina D.

    Contudo apenas 37% das crianças com menos de 3 anos fez aleitamento leite materno durante menos de 4 meses e só 16,3% o fez durante 12 ou mais meses, um valor que devia ser maior.

    Este estudo analisa também os comportamentos alimentares dos portugueses. Tendo em conta este objetivo, verifica-se que nem toda a população faz as refeições do almoço e jantar diariamente. Das refeições intercalares, a mais frequente é o lanche da tarde, exceto nas crianças que é a merenda do meio da manhã.

    É de destacar que 11,6% da população adulta nacional compra produtos de agricultura biológica (com certificação), sendo que os produtos hortícolas e a fruta orgânica são os mais consumidos diariamente.

  • 10,1% das famílias portuguesas afirma que tem carências alimentares 2017.03.20

    No Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, as famílias portuguesas indicam a  falta de recursos financeiros como razão para não fornecer alimentos suficientes a todos os seus membros.

    Tendo em conta o questionário realizado, os inquiridos afirmam não conseguir comprar os alimentos necessários para toda a família, uma vez que os seus rendimentos não são suficientes. 2,6% destas famílias indicaram, ainda, carências alimentares moderadas ou graves, referindo que ingerem poucos alimentos ou que “sentem fome”.

    A situação agrava-se quando as famílias possuem membros com idades inferiores a 18 anos. Em Portugal, 11,4% das famílias com problemas alimentares assumem ter a seu cargo menores, sublinhando que os mesmos não fazem uma alimentação saudável, adequada e variada. Analisando geograficamente, conclui-se que os maiores problemas de carência alimentar registam-se nas regiões do Alentejo, Madeira e Açores.

  • Mais de metades dos portugueses não têm uma prática regular de exercício físico 2017.03.20

    O Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física conclui que mais de metade dos portugueses não têm uma prática regular de exercício físico, sendo que o sedentarismo acentua-se cada vez mais.

    O estudo mostra que apenas 42% da nossa população tem uma prática regular de atividade física (incluí caminhadas), um valor bastante insuficiente garante Carla Lopes, coordenadora do inquérito.

    Os resultados tornam-se mais assustadores quando se analisa a relação entre os grupos etários e a prática de exercício físico.

    Conclui-se que só 36% dos jovens (15-21 anos), 27% dos adultos e 22% dos idosos (65 a 84 anos) são considerados fisicamente ativos, cumprindo com as recomendações atuais para a prática de atividade física promotora de saúde.

    O grupo com mais atividade física é o grupo dos rapazes/homens entre os 15 e 21 anos com cerca de metade na categoria ‘ativo’. Na mesma idade, apenas 20% de raparigas/mulheres são ativas. As zonas do país com maior percentagem de pessoas ativas são as do Norte, Centro e Regiões Autónomas.

    Por sua vez, o sedentarismo tem vindo a aumentar sobretudo no grupo etários dos idosos e dos adultos.

    Considerando a atividade física em todos os domínios, 43% da população Portuguesa com mais de 14 anos não cumpre qualquer critério internacional para a atividade física, podendo ser classificada no nível ‘sedentário’.

    As regiões Norte e AM Lisboa apresentam os valores de tempo sedentários mais elevados de Portugal. O Algarve destaca-se por ser a região com menor tempo passado em comportamentos sedentários.

    A região do Alentejo é a única com mais de 50% da população no grupo ‘sedentário’.

  • 22% da População Portuguesa é obesa e 35% sofre de pré-obesidade 2017.03.17

    O mais recente Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade física mostra que 5,9 milhões dos portugueses (58% da população) têm – na maioria adolescentes e idosos – problemas de peso, sofrendo de obesidade e pré-obesidade.

    O estudo releva que seis em cada dez portugueses são obesos ou pré-obesos sendo que 80% dos idosos e 50% da população adulta estão em risco de obesidade abdominal. Estes números relacionam-se diretamente com o elevado consumo de alimentos com alto teor de gordura e açúcares (como doces, bolos, refrigerantes e cerais) e álcool.

    As estatísticas tornam-se tanto mais preocupantes quando se analisa o consumo de gorduras, açucares e álcool nos diversos grupos etários. Segundo este inquérito, o consumo energético total para a média nacional é de 1912 kcal/dia. Em média, o sexo feminino ingere cerca de 1685 kcal/dia e o sexo masculino consome 2158 kcal/dia.

    Verifica-se que 15% da população consome açúcar de adição. Esta percentagem duplica para os 31% nos adolescentes, três vezes superior ao estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (10%).

    Cerca de 1.5 milhões de portugueses bebem, pelo menos, um refrigerante ou néctar por dia e 41% têm entre dez e 17 anos. 7% das crianças com menos de nove anos bebem mais de 220 gramas de refrigerantes e de néctares por dia.

    Destaca-se ainda o consumo médio de bebidas alcoólicas – 146 g/dia – que assume valores particularmente elevados no grupo dos idosos (média de 298 g/dia).

  • Portugueses consomem mais carne e menos fruta e hortaliças 2017.03.17

    O Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, realizado entre 2015 e 2016, revela que os portugueses exageram no consumo de carne e de lacticínios sendo que não ingerem fruta e hortaliças suficientes.

    Os resultados deste inquérito mostram que cerca de 3,5 milhões de portugueses comem mais de 100 gramas de carne por dia, ou seja, três vezes mais (15%) que a quantidade recomendada (5%). É no grupo etário dos jovens que as diferenças entre o consumo de carne e pescado são mais acentuados.

    Estes números são alarmantes, uma vez que, segundo a Agência Internacional de Investigação do Cancro (IARC), estes consumos aumentam significativamente as probabilidades de desenvolvimento de Cancro do Colon.

    O consumo médio diário de fruta e hortaliças da população portuguesa é equivalente a 418 g/dia, sendo que 52,7% dos indivíduos não cumpre a recomendação da Organização Mundial da Saúde de mais de 400 g/dia (equivalente a 5 ou mais porções diárias). Contudo, no grupo etário das crianças e jovens os valores de incumprimento são superiores, atingindo os 68,9% e 65,9%, respetivamente. Os idosos são os que mais respeitam as recomendações da OMS, ingerindo maiores quantidades de fruta e hortaliças.

    Conduzido pelo consórcio de investigadores, composto pelas Universidade do Porto, Universidade de Lisboa, Universidade de Oslo, Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e a empresa SILICOLIFE, este inquérito teve como objetivo analisar os consumos e comportamentos alimentares da população portuguesa.

    Depois de 35 anos sem se fazer nenhum estudo nesta área, no Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física estiveram envolvidos cerca de 6553 indivíduos de todo o país, 5819 dos quais inquiridos duas vezes, para se avaliar os hábitos da população, com idades compreendidas entre os três meses e os 84 anos com idades.

    Neste inquérito 23% dos avaliados são de crianças com idade inferior a 10 anos, 11% são adolescentes (10-17 anos), 53% são adultos (18-64 anos) e 13% são idosos (65-84 anos).

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